Nossa caminhada
Leituras Recomendadas
Aprender também é parte da nossa caminhada.
Reunimos aqui livros, artigos e outros materiais que consideramos interessantes para quem deseja conhecer melhor a Umbanda, as religiões afro-brasileiras, suas histórias, seus fundamentos e alguns dos saberes e tradições com os quais dialogamos.
Esta não pretende ser uma lista definitiva. É uma curadoria viva, que continuará crescendo junto com nossos estudos, experiências e comunidade.
A presença de uma obra nesta página também não significa concordância integral com todas as posições de seu autor. Recomendamos leituras que acreditamos oferecer contexto, conhecimento, reflexão ou novas perspectivas e incentivamos sempre uma leitura consciente e crítica.
Esta é uma leitura especialmente recomendada pela Casa para quem quer começar a compreender a Umbanda a partir de sua pluralidade e de sua relação profunda com a própria história brasileira.
O livro ajuda a deslocar a ideia de uma Umbanda única e apresenta as diferentes Umbandas como parte das experiências, conflitos, encontros e reinvenções que formaram o Brasil.
Saiba mais ↗Uma introdução histórica acessível ao desenvolvimento de algumas das principais religiões afro-brasileiras.
É especialmente útil para compreender que Umbanda e Candomblé não surgiram isolados da sociedade brasileira, mas dentro de processos históricos que envolveram relações entre populações africanas, indígenas, europeias e seus descendentes.
Saiba mais ↗Uma leitura sociológica sobre as relações entre Umbanda, cultura e sociedade brasileira, especialmente os processos de branqueamento e busca de legitimidade religiosa.
É interessante para pensar como racismo, classe social e disputas por reconhecimento atravessam a história das religiões afro-brasileiras.
Por ser uma interpretação produzida em um contexto histórico específico, pede leitura crítica e diálogo com outras pesquisas e com as experiências dos próprios terreiros.
Saiba mais ↗Uma obra que dialoga de maneira especial com a forma como nossa Casa pensa conhecimento, natureza, corpo, ancestralidade, comunidade e experiência religiosa.
Os autores tratam saberes de terreiro e saberes populares como formas legítimas de conhecimento e apresentam o encantamento como uma maneira de estar e agir no mundo.
Saiba mais ↗Uma extensa reunião de narrativas e mitos relacionados aos Orixás.
É uma boa referência para conhecer histórias através das quais diferentes características, relações, conflitos e potências dos Orixás foram transmitidos no universo religioso iorubá e afro-brasileiro.
Conhecer os mitos não substitui o aprendizado religioso, o fundamento ou a transmissão dentro de uma tradição.
Saiba mais ↗Uma leitura para trazer os mitos dos Orixás para perto da vida cotidiana, com uma narrativa e uma reflexão para cada dia do ano.
Pode acompanhar momentos de pausa e ajudar a pensar sobre nossas escolhas, relações e a maneira como caminhamos no mundo.
As interpretações do autor são convites à reflexão, entre outras leituras possíveis dos mitos, e não substituem o aprendizado e a transmissão dentro de uma tradição.
Saiba mais ↗Uma obra de referência para quem deseja observar relações e continuidades entre cultos aos Orixás na África Ocidental e suas formas desenvolvidas no Brasil e em outros territórios da diáspora.
Sua riqueza documental e fotográfica também oferece um importante registro histórico e etnográfico.
Saiba mais ↗Uma leitura para aprofundar a compreensão de Exu como Orixá na tradição iorubá, em diálogo com temas como caráter, destino, responsabilidade e a relação entre o humano e o divino.
Escrito por Síkírù Sàlámì (King), um mais velho e babalorixá da nossa tradição, e Ronilda Iyakemi Ribeiro, o livro aproxima o leitor de saberes preservados na tradição oral e em Ifá.
Seu contexto é o culto iorubá aos Orixás, que deve ser compreendido em sua especificidade, sem confundir Exu Orixá com os guias de Exu na Umbanda.
Saiba mais ↗Uma obra importante para aprofundar conceitos da tradição nagô relacionados à existência, ancestralidade, morte, axé e organização do universo religioso.
É uma leitura acadêmica e mais exigente, indicada para quem deseja ir além de uma introdução geral.
Saiba mais ↗Uma leitura importante para compreender a presença dos Caboclos dentro das religiões afro-brasileiras e a complexidade histórica das relações entre ancestralidade, território e representações indígenas.
É especialmente útil para evitar explicações simplistas que tratam Caboclo apenas como uma tradução direta de “espírito indígena”.
Saiba mais ↗Pela trajetória de Kehinde, este romance histórico aproxima o leitor de experiências da diáspora africana, da escravização e da formação do Brasil.
Dialoga com memória, ancestralidade, religiosidade e resistência, temas importantes para compreender o chão histórico em que as tradições afro-brasileiras se desenvolvem.
Por ser um romance apoiado em pesquisa histórica, pede que distingamos a construção literária dos registros históricos.
Saiba mais ↗Nos diários de Carolina Maria de Jesus, a fome, o racismo e a desigualdade aparecem a partir de uma experiência vivida e de uma voz que escreve sobre o próprio cotidiano.
A leitura dialoga com o cuidado comunitário e a solidariedade que buscamos construir, convidando a pensar sobre dignidade, escuta e as condições concretas da vida.
Mesmo sem tratar diretamente de Umbanda, oferece um contexto importante para refletir sobre acolhimento sem julgamento e responsabilidade social.
Saiba mais ↗Uma opção importante para leitores de língua inglesa que desejam conhecer a Umbanda através de uma pesquisa antropológica desenvolvida a partir de longa convivência com a religião no Rio de Janeiro.
Além de oferecer uma introdução à Umbanda para o público anglófono, permite observar como a experiência religiosa, a incorporação e a relação com os guias são vividas em comunidades específicas.
Saiba mais ↗Texto acadêmico relativamente curto que ajuda a compreender a Umbanda a partir das diferentes forças, influências e tensões presentes em sua formação e desenvolvimento.
É uma boa opção para quem quer aprofundar a discussão histórica sem começar necessariamente por um livro inteiro.
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